Bolsonaro afirma que vai participar dos debates em 2022

Bolsonaro, no entanto, afirmou que não aceitará provocação e nem perguntas referentes às polêmicas de sua família ou amigos

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) deverá mudar sua estratégia nas eleições presidenciais de 2022 e participar dos eventuais debates que ocorrerão no decorrer da disputa. A declaração do chefe do Executivo foi dada na noite de quarta-feira (24) durante uma entrevista para o canal “RedeTV”.

“Eu pretendo participar de debates. Não pude participar na última [eleição], porque estava convalescendo ainda”, declarou o presidente, fazendo alusão ao tempo em que se recuperava da facada que levou de Adélio Bispo durante sua campanha em 2018.

Segundo o presidente, da sua parte não terá “guerra”. Nesse sentido, ele afirma que usará os debates para mostrar o que fez durante o período em que esteve à frente do país. “Da minha parte não vai ter guerra. Tenho quatro anos de mandato para mostrar o que fiz. Agora, não posso aceitar provocação. Coisas pessoais, porque daí você foge da finalidade de um bom debate”, afirmou Bolsonaro.

Sem assunto pessoais

Durante a entrevista, o chefe do Executivo relatou que colocará condições para participar de debates. Segundo ele, não serão aceitas discussões relacionadas a sua família e amigos, por exemplo. “Eu espero que as televisões que por ventura forem organizar o debate, que levem à risca bastante essa questão”, começou.

“É para falar do meu mandato. Até a minha vida particular fique à vontade, mas que não entrem em coisas de família, amigos, que não vai levar a lugar nenhum”, afirmou.

Em eventuais debates, os rivais de Bolsonaro que queiram citar as polêmicas envolvendo a família do presidente terão bastante assunto. Isso porque todos os filhos do chefe do Executivo e até a mulher dele já foram citados em esquemas fraudulentos, como o das “rachadinhas”.

Bolsonaro ausente nos debates

Nas eleições de 2018, Bolsonaro só esteve presente no primeiro debate presidencial, quando o PT, o maior rival do presidente, ainda não tinha nenhum candidato, pois, à época, o partido ainda insistia com o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estava preso. Todavia, após ser atacado por Adélio Bispo, isso em setembro, Bolsonaro não participou de nenhum debate, apesar de ter sido liberado por seus médicos.

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