Bolsas europeias caem novamente pressionadas por receio com juros americanos

Declarações da presidente do Banco Central Europeu aumentam preocupações

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As bolsas europeias encerraram esta segunda-feira (18) no vermelho. Em suma, os principais índices acionários locais seguiram as recentes preocupações com a alta dos juros dos títulos do Tesouro norte-americano, que impactaram diretamente os pregões durante a última semana. Aliás, esta alta dos juros derrubou as ações de tecnologia nos mercados acionários dos Estados Unidos nas últimas sessões.

A saber, o dia ficou mais uma vez marcado por grande atenção dos investidores para os rendimentos dos títulos de dívida dos EUA. A propósito, os títulos de 10 a 30 anos estão no maior nível em mais de um ano. E isso aconteceu devido às projeções de elevação da inflação futuramente. Isso acontece porque a escalada dos juros podem prejudicar diversas empresas que dependem de empréstimos. Ao mesmo tempo, tende a reduzir a busca por ações.

No entanto, vale ressaltar que esta elevação também é vista como um reflexo da confiança do mercado na recuperação econômica global mais rápida diante da pandemia da Covid-19.

Além disso, declarações de Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE), aumentaram o receio entre os investidores. De acordo com ela, o BCE “está monitorando de perto a evolução dos rendimentos dos títulos nominais de longo prazo”. Em outras palavras, Lagarde afirmou que há o monitoramento de diversos indicadores utilizados como referência por bancos para determinar o valor de seus empréstimos. Essas afirmações preocuparam os analistas, e muitas bolsas europeias seguiram caindo no dia.

 

Veja as principais variações das bolsas europeias

No geral, as principais bolsas da Europa encerraram a sessão no vermelho. A saber, o índice pan-europeu Stoxx Europe 600 caiu 0,44% no pregão. Da mesma forma, também registraram perdas os índices Ftse/Mib, em Milão (-0,55%), Ibex-35, em Madrid (-0,48%), e DAX, em Frankfurt (-0,31%). Por fim, as quedas menos expressivas vieram dos índices Financial Times, em Londres (-0,18%), e CAC-40, em Paris (-0,11%).

 

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