Bolsas europeias caem na semana e quebram sequência de quatro avanços

Preocupações com avanço da Covid-19 puxaram resultado para baixo

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As bolsas da Europa encerram a semana com perdas generalizadas, após quatro resultados semanais positivos. E isso aconteceu por diversos motivos, mas todos relacionados à Covid-19.

Em primeiro lugar, as perspectivas de lockdowns mais rígidos causam preocupação entre os mercados. Ao mesmo tempo, a lentidão nas distribuições de vacina para o continente europeu também impactou negativamente na sessão desta sexta. Nesse caso, vale ressaltar que, apesar da vacinação ter sido iniciada no mês passado, ainda não há sinais de mudança na trajetória ascendente de casos e mortes.

Aliás, não só na Europa, mas em todo o mundo, os casos da Covid-19 estão apresentando elevação. Por exemplo, a China registrou nesta semana o maior número de casos da Covid-19 desde março do ano passado. Além disso, na última quinta-feira (14), o país asiático confirmou oficialmente a primeira morte provocada por Covid-19 em oito meses. Lá, diversos confinamentos já estão em curso, com mais de 28 milhões de pessoas em lockdown. O objetivo da locomoção restrita é frear o avanço do coronavírus no país. Ou seja, as esperanças de uma rápida recuperação da economia chinesa recuaram.

 

Veja as principais variações das bolsas europeias

Dessa forma, com tantas notícias negativas envolvendo a pandemia da Covid-19, o resultado semanal não poderia ser outro. Em resumo, o índice pan-europeu STOXX 600 registrou queda de 1,0%, marcando a pior sessão desde o dia 21 de dezembro do ano passado. De maneira bem parecida, o índice Financial Times, em Londres, fechou a sessão com retração firme de 0,97%. Já o DAX, que é o índice de referência de Frankfurtx, despencou ainda mais (-1,44%).

Por fim, seguindo o mesmo caminho de desvalorização, o CAC-40, em Paris, teve um recuo semelhante, de 1,22%. Já os índices Ftse/Mib, em Milão, e o PSI20, em Lisboa, encerraram o dia com queda de 1,13% e 1,51%, respectivamente. No entanto, a maior variação negativa veio do índice Ibex-35, em Madrid, que apresentou perdas expressivas de 1,69%.

 

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