Bolsa de valores brasileira sobe e se aproxima do nível visto no começo do ano

Riscos políticos e fiscais ficam de lado e não impedem alta da bolsa

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A bolsa de valores brasileira, a B3, fechou o dia com alta de 0,97%, aos 118.811 pontos. Essa elevação aconteceu em meio à expectativa dos investidores sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que irá apurar as ações do governo federal no combate à pandemia da Covid-19 no país.

Esse resultado é bastante expressivo para a bolsa brasileira, pois indica maior proximidade do nível atual ao registrado no começo do ano. A saber, o Ibovespa, principal índice acionário da bolsa, acumula leve queda de 0,22% no ano. Há algumas semanas, essa retração superava 7,00%.

Em resumo, quando a bolsa sobe, significa dizer que os investidores realizaram mais compras e menos vendas de ações. O Brasil, como os países emergentes, é considerado um cenário de ativos de risco. E aqui no país o que não faltam são riscos para os investidores.

 

Pandemia, riscos fiscal e político: tudo preocupa

No âmbito interno, a pandemia segue em elevação. O Brasil vive o pior momento da crise, com milhares de mortes e dezenas de milhares de casos registrados todos os dias. Diversos estados possuem fila de espera para leitos em enfermaria e UTI. Enquanto isso, a vacinação ainda segue a passos lentos.

Ao mesmo tempo, e também por causa da pandemia, riscos políticos, evidenciados com a CPI e o Orçamento para a União em 2021, continuam preocupando os investidores. No último caso, o texto ganhou aprovação mesmo com o furo do teto de gastos, e isso não deixa o mercado feliz.

Esse teto de gastos públicos até pode ser ultrapassado, como aconteceu no ano passado, mas há questões específicas para isso. Por exemplo, em 2020, a decretação do estado de calamidade por causa da pandemia permitia essa extrapolação do teto.

No entanto, em 2021, o Brasil não está mais em estado de calamidade, pelo menos não no papel. Dessa forma, havendo o furo do teto, o presidente Jair Bolsonaro pode receber implicação de crime de responsabilidade fiscal, caso aprove o texto. Isso também é conhecido como a velha pedalada fiscal.

 

Detalhes do Ibovespa nesta segunda

Em suma, 56 das 82 ações que compõem o Ibovespa subiram no pregão desta segunda (12). Ao todo, entre compras e vendas, os papéis movimentaram R$ 17,5 bilhões. Assim, o volume ficou 33% inferior à média diária em 2021, de R$ 26,1 bilhões.

A saber, as ações do Grupo Pão de Açúcar registraram o maior crescimento na sessão, de 9,79%. Vale destacar que, desde a estreia dos papéis do Assaí, o braço de atacarejo na bolsa brasileira, o grupo vinha sofrendo quedas recorrentes. Agora, recuperou um pouco do que perdeu.

Entre as maiores altas, também ficaram a Braskem PNA (7,82%) e a Minerva ON (5,18%). Já as ações da Eneva subiram 4,63% devido à aprovação da venda da sua participação na termelétrica São Marcos para a Golar Power. Fechando o top cinco, ficou a JBS ON (2,87%), acompanhando a alta do dólar.

Por fim, os papéis da Eletrobras fecharam o dia com a maior queda (-2,81%), visto que seu processo de privatização pode enfrentar dificuldades com a CPI da Covid. Aliás, as ações ordinárias da empresa, aquelas dão direito a voto nas assembleias, também tiveram recuo expressivo no dia (-2,03%).

Os papéis da Azul (-2,29%) fecharam o top três dos maiores tombos percentuais do pregão. Nesse caso, a preocupação com a pandemia da Covid-19 figura como fator fundamental para a queda das ações do setor aéreo, que vem sofrendo há tempos com a crise sanitária.

 

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