Bitcoin volta a ficar abaixo dos US$ 30 mil pela primeira vez desde janeiro

Moeda digital vem sofrendo forte repressão na China, cuja mineração alimenta quase 80% do comércio mundial de criptomoedas

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O bitcoin continua em queda livre. Após afundar mais de 10% ontem (21), a maior e mais famosa criptomoeda do mundo segue sua trajetória descendente. Dessa vez, a moeda atingiu novamente uma marca bastante negativa: voltou a ficar abaixo dos US$ 30 mil.

A saber, esta é a primeira vez que a criptomoeda fica abaixo desse patamar desde janeiro, ou seja, em cinco meses. Lembrando que o bitcoin bateu recorde em abril, ficando bem próximo dos US$ 65 mil. No entanto, registrou uma forte queda em maio

Nestes últimos pregões, a principal razão que vem aumentando a desvalorização da moeda é o aumento da repressão da China às criptomoedas. Em resumo, o país asiático, que proíbe o comércio de moedas digitais desde 2017, atua cada vez mais duramente para fechar as minas locais.

Aliás, o bitcoin, assim como as outras moedas digitais, são obtidas através do processo de mineração. Em suma, esse processo envolve muitos cálculos realizados por computadores superpotentes. Assim, a mineração verifica as transações realizadas e dá mais segurança a quem utiliza as criptomoedas.

Veja mais detalhes da queda do bitcoin nesta terça

Durante a manhã, o bitcoin perdia 9,26% do seu valor, caindo para US$ 29.583. O nível não havia ficado assim tão baixo desde janeiro, mesmo com a forte queda em maio. E isso não havia acontecido justamente por causa da disparada da criptomoeda no mês anterior, quando bateu o seu recorde.

Vale ressaltar que diversos investidores vêm citando a baixa liquidez da moeda como uma das causas para a desvalorização nas últimas semanas. Ao mesmo tempo, autoridades chinesas ordenaram o fechamento de 26 minas apenas na semana passada, na província de Sichuan.

Isso afeta diretamente a cotação do bitcoin, uma vez que a mineração na China alimenta quase 80% do comércio mundial de criptomoedas. Além disso, o banco central chinês afirmou ontem que vem pedindo para que instituições de pagamentos do país reprimam mais duramente o comércio das criptomoedas.

Resta saber se o bitcoin demorará para superar essa fase ruim ou se os investidores ainda sofrerão por muito tempo com toda a desvalorização recente da moeda digital.

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