Bitcoin afunda mais de 10% com ampliação da restrição da China

País asiático aumentou a repressão à mineração de criptomoedas no país, alegando o risco do aumento de atividades criminosas

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O bitcoin não está vivendo um bom momento nas últimas semanas. A saber, a maior e mais famosa moeda digital do mundo afundou mais de 10% nesta segunda-feira (21). E isso aconteceu, principalmente, devido à ampliação da repressão da China às criptomoedas.

De acordo com o banco central chinês, “o comércio especulativo em moedas virtuais turva a ordem econômica e financeira, gera os riscos de atividades criminosas, como transferências ilegais de ativos e lavagem de dinheiro, e põe em perigo a riqueza das pessoas”.

Em resumo, o preço do bitcoin caiu para US$ 32.309. Essa foi a primeira vez que a moeda ficou abaixo dos US$ 33 mil desde 8 de junho. E esse recuo acontece após a forte queda registrada pela criptomoeda em maio. Lembrando que o bitcoin bateu recorde em abril, ficando bem próximo dos US$ 65 mil.

Veja o que vem provocando a queda do bitcoin

Em primeiro lugar, diversos investidores estão citando a baixa liquidez como uma das principais razões para as quedas recorrentes do bitcoin nos últimos dois meses. Ao mesmo tempo, a China expande cada vez mais a sua repressão à mineração das criptomoedas.

A saber, o bitcoin, assim como as outras moedas digitais, são obtidas através do processo de mineração. Em suma, esse processo envolve muitos cálculos realizados por computadores superpotentes. A mineração verifica as transações, mas isso requer um uso enorme de energia.

Em fevereiro deste ano, um levantamento da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, apontou que os bitcoins consumiam mais energia do que toda a Argentina. Com a crescente adesão à moeda, o número de computadores superpotentes também cresceu, impulsionando o consumo de energia no mundo.

Vale destacar que a mineração na China é gigantesca e alimenta quase 80% do comércio mundial de criptomoedas. No entanto, o comércio de moedas digitais foi proibido no país asiático desde 2017, com o encerramento da atividade em diversas províncias chinesas.

Governo chinês intensifica repressão às criptomoedas

De lá pra cá, o governo chinês vem intensificando a repressão aos locais em que há mineração e comercialização das moedas digitais. Só na semana passada, as autoridades da província de Sichuan, na parte ocidental da China, ordenaram o fechamento de 26 minas, locais onde ocorre a mineração das moedas.

De acordo com o jornal estatal “Global Times”, esse fechamento de dezenas de minas na província acabou com mais de 90% da capacidade de mineração de bitcoins da China. Além disso, o banco central chinês afirmou nesta segunda que vem pedindo para que instituições de pagamentos do país reprimam mais fortemente o comércio das criptomoedas.

“O comércio especulativo em moedas virtuais turva a ordem econômica e financeira, gera os riscos de atividades criminosas, como transferências ilegais de ativos e lavagem de dinheiro, e põe em perigo a riqueza das pessoas”, destacou o banco central do país em comunicado.

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