Balança comercial brasileira tem déficit de US$ 800,7 milhões em dezembro

Quarta semana do mês registra superávit de US$ 1,856 bilhão

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A balança comercial brasileira alcançou uma marca negativa em dezembro deste ano. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, o déficit no mês chegou a US$ 800,7 milhões. O resultado ficou negativo, mesmo com o superávit de US$ 1,856 bilhão registrado na quarta semana do último mês deste ano. 

De acordo com o Ministério da Economia, a corrente de comércio alcançou a marca de US$ 5,97 bilhões também na quarta semana de dezembro. Desse valor, US$ 3,913 bilhões corresponderam a exportações e US$ 2,057 bilhões a importações. No entanto, no acumulado do mês, as exportações chegam registram queda de 2,8% na comparação com dezembro de 2019, somando US$ 15,42 bilhões. Já as importações dispararam 50,7% e totalizaram US$ 16,22 bilhões. Dessa forma, o saldo ficou negativo em US$ 800,7 milhões bilhões, o que representa queda de 115,7%. Já a corrente de comércio acumulou alta de 18,8%, atingindo US$ 31,63 bilhões.

 

Veja os destaques das exportações em dezembro

Em resumo, as exportações em dezembro deste ano foram puxadas para baixo pela retração de 19,1% na agropecuária, que somou US$ 2,07 bilhões. Ao mesmo tempo, a indústria extrativa também recuou 10,3%, chegando a US$ 3,83 bilhões. Os destaques negativos da agropecuária foram: animais vivos, não incluídos pescados ou crustáceos (-34,2%), arroz com casca, paddy ou em bruto (-99,5%) e soja (-91,0%). Já em relação à indústria extrativa, houve queda nas vendas de minérios de alumínio e seus concentrados (-47,6%), minérios de metais preciosos e seus concentrados (-45,2%) e óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (-62,8%). 

Por outro lado, a indústria de transformação avançou 5,4% e alcançou US$ 9,45 bilhões no mês. Nesse caso, vale ressaltar as vendas que foram destaque no segmento: açúcares e melaços (+116,6%), ferro-gusa, spiegel, ferro-esponja, grânulos e pó de ferro ou aço e ferro-ligas (+42,9%) e ouro não monetário, excluindo minérios de ouro e seus concentrados (+61,5%).

 

As importações vêm crescendo desde junho 

Em síntese, a disparada de 62,1% da indústria de transformação, que alcançou US$ 15,42 bilhões, impulsionou as importações em dezembro. Os destaques ficaram com plataformas, embarcações e outras estruturas flutuantes (+13.724,1%), aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes (+155,4%) e medicamentos e produtos farmacêuticos, exceto veterinários (+65,9%).

Em contrapartida, a indústria extrativa registrou retração de 60,2% em suas importações, somando US$ 336 milhões no mês. Nesse caso, os destaques ficaram para: carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (-46,4%), óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (-89%) e gás natural, liquefeito ou não (-28,9%).

Por fim, as importações na agropecuária caíram 3,9%, somando US$ 349,97 até a quarta semana de dezembro, com destaques negativos para trigo e centeio não moídos (-47,5%), cevada não moída (-74,4%) e produtos hortícolas, frescos ou refrigerados (-41,3%).

 

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