Auxílio Emergencial: Pagamento pode ir até março de 2021

Vários congressistas apoiam a ideia de estender o estado de calamidade por mais três meses, com o intuito de prorrogar também o auxílio.

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O Governo Federal ainda encontra dificuldade para financiar o Renda Cidadã, programa que visa substituir o atual Auxílio Emergencial. Vários congressistas apoiam a ideia de estender o estado de calamidade por mais três meses, com o intuito de prorrogar também o auxílio.

Essa medida poderá ajudar o Governo na criação do programa substituto (ter mais tempo), uma vez que os beneficiários poderão ficar sem nada após finalizar o pagamento da última parcela do benefício, em dezembro.

O governo resiste em não ceder novas parcelas do benefício, mesmo com pressões dos congressistas. Logo no início da pandemia, o ministro da Economia, Paulo Guedes, sugeriu o pagamento de parcelas no valor de R$ 200, porém o Congresso aprovou R$ 600.

A prorrogação da calamidade pública está sendo citada na comissão responsável por acompanhar os gastos no enfrentamento ao novo coronavírus (covid-19).

O senador Vanderlan Cardoso, que é vice-líder do PSD e participa da comissão da reforma tributária, já se posicionou e afirmou ser favorável a prorrogação. Entretanto, o parlamentar diz que a ideia não é a vontade do governo.

“Eu acredito que vai se estender por pelo menos mais dois ou três meses, pelo menos no início do ano. Essa pandemia até o fim do ano não vai diminuir assim, e o decreto é o caminho”, disse o senador.

3 motivos para prorrogação do Auxílio

Com a proximidade das eleições, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) decidiu suspender a apresentação da proposta do Renda Cidadã, programa trabalhado pelo governo para substituir o Bolsa Família. Conforme governo, essa apresentação só acontecerá após o pleito das eleições municipais.

A InfoMoney informou que existe três motivos que pressionam Bolsonaro em continuar pagando o auxílio emergencial, que finaliza em dezembro.

primeiro seria o financiamento, o governo ainda não sabe exatamente de onde tirar o valor prometido pelo programa.

segundo seria o embate entre Deputados e senadores sobre a criação de um novo imposto semelhante a antiga CPMF, como é o desejado pelo governo

Por fim, o terceiro seria a disputa no Congresso para quem será o novo presidente do Senado Federal e da Câmara dos Deputados.

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