Auxílio Brasil: veja os riscos do CRÉDITO CONSIGNADO

Modalidade tem taxas de juros superiores àquelas praticadas pelo mercado; beneficiários do Auxílio Brasil podem ter que pagar caro pelo crédito

0

Os beneficiários do Auxílio Brasil já podem solicitar crédito consignado no país. A saber, o presidente Jair Bolsonaro (PL) sancionou na última terça-feira (2) a Medida Provisória (MP) que libera a operação. E algumas financeiras não perderam tempo e já estão oferecendo dinheiro aos beneficiários.

Embora muita gente veja o crédito consignado como uma salvação para alguma situação específica, a modalidade pode ser muito perigosa. Ao considerar o Auxílio Brasil, a operação possui ainda mais riscos, uma vez que os beneficiários possuem renda limitada no mês.

Além disso, os juros cobrados pela modalidade são mais elevados que a média do mercado. De acordo com dados de um levantamento realizado pelo portal UOL, os juros do crédito consignado do Auxílio Brasil chegam a superar em até três vezes a média. Isso quer dizer que as parcelas de um empréstimo na modalidade geralmente custa muito caro.

POUPANÇA: veja quanto está rendendo com a nova alta da SELIC

Crédito consignado só favorece bancos

No mês passado, antes da sanção presidencial, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) já criticava a MP. Em resumo, os beneficiários do Auxílio Brasil poderão pedir um empréstimo até 40% do valor do benefício. E essa medida só beneficia os bancos, segundo o Idec.

Em suma, as pessoas que recebem R$ 600, valor do auxílio turbinado entre agosto e dezembro, poderão pedir um empréstimo de até 40% do valor do benefício, ou seja, de R$ 240. No entanto, ao fazer isso, as parcelas também poderão ter esse valor, o que significa que as pessoas só teriam R$ 360 do benefício no mês.

“O consignado é uma conta de chegar. Os bancos não fazem análise da capacidade de pagamento do consumidor. Se pode reter 40% no prazo de 24 meses, vai fazer isso. Usa o prazo máximo, vai no limite do que pode descontar depois trabalha com a taxa”, explicou Ione Amorim, economista e coordenadora do programa de serviços financeiros do Idec, à época.

Leia também: Financiamento imobiliário fica mais caro com alta da taxa Selic

5/5 - (1 vote)

Sucesso na Internet:

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.