Aristóteles: revoluções, educação e citações

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Para Aristóteles, a educação deve visar o ócio, pois de nada adianta o homem de tudo possuir e não usufruir (ser como um escravo). Ela pode visar a ginástica, música, desenho e leitura/escrita.

“E já que a cidade inteira compartilha dos mesmos fins, é evidente que a educação deveria ser a mesma para todos, e que deveria ser pública e não privada.”

“É evidente que a educação deve basear-se nestes três princípios: O caminho do meio, o possível e o ideal.”

“Mas o ócio oferece prazer, felicidade e a satisfação de viver, que não são experimentados pelos homens ocupados demais, e sim para aqueles que têm tempo para o ócio. Com efeito, aquele que trabalha tem algum fim em mente, algo que ainda não conseguiu atingir; mas o ócio parece possuir um fim em si mesmo, uma vez que todos os homens consideram que ele vem acompanhado de prazer e não de sofrimento.”

Revoluções de Aristóteles

Aristóteles argumenta sobre os motivos de uma revolução, ela pode ocorrer tanto entre os pobres como nos ricos: na democracia o povo pode não aceitar que um demagogo comande e possa roubar seu dinheiro. Na oligarquia, os ricos podem causar e revolução por acharem que são mais dignos que outros, ou, ao realizar alguma reforma, eles não desejam perder. Uma revolução pode tornar a constituição da cidade insuficiente. Tocando no assunto sobre dinheiro, uma cidade deve possuir riquezas suficiente para guerrear com outra que possui suas características.

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Com uma configuração diferente, as revoluções nos governos oligárquicos têm uma de suas origens quando os chefes exercem pressão sobre povo, e dessa forma o povo aceita o primeiro defensor que é apresentado –algo entendido como perigoso –, e também quando as oligarquias promovem elas próprias a revolução.

Nos governos aristocráticos, “ o motivo das revoluções age por vezes sem o sentir, porque uma vez desprezada qualquer das coisas que têm influência sobre o governo, mais tarde novas transformações importantes irão sendo realizadas até que todo o edifício seja abalado” Na monarquia, a realeza se baseia no merecimento, na virtude e na força, o rei deseja e deve ser o defensor de seu súdito, de forma que “o rei deixará de reinar assim que se deseje”

ARISTÓTELES. Política: Politikón. 2 – reimpressão. ed. atual. São Paulo: Martin Claret, 293 p. v. 1. ISBN 978-85-440–012-2.

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