Aristocracia: o que é e significados na filosofia política

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A Aristocracia é uma forma de poder antiga, onde um grupo seleto de detentores é que mandava e tinha uma série de privilégios, que eram passados aos seus descendentes mantendo assim, um ciclo. Termo bastante abordado por Montesquieu. 

Dentro da história, em vários momentos a aristocracia esteve ligada a monarquia, mas com o tempo novas formas de governo parlamentar foram sendo implementados e os privilégios de casta foram se dissolvendo. Para entender melhor, dentro do contexto histórico, como isso foi acontecendo, continue lendo.

O que foi a aristocracia?

Desde o começo, a aristocracia esteve ligada a favorecer quem tinha posse de terras, então essa foi uma característica do sistema feudal, que mais se intensificou depois da Idade Média.

Se pararmos para analisar a palavra aristocracia, ela significa em grego, literalmente, “Governo dos melhores”. Sendo assim, o termo nasceu, para designar um novo governo que supostamente deveria ser comandado pelos melhores ou mais aptos.

Aristocracia e oligarquia

O governo de poucos, também conhecido como oligarquia, isso significa que poucas pessoas, é quem possuem os direitos que todos deveriam ter, como cidadania, por exemplo. o sistema oligárquico cria uma espécie de esfera pública de privilégios, e só tem como diferença da monarquia, a exigência de posse, que na aristocracia, ainda exige os laços consanguíneos.

O Brasil, viveu momentos oligárquicos discretos, mas alguns períodos conhecidos foram a República do Café com Leite, onde havia um acordo travado entre entidades políticas e coronéis, que sempre venciam as eleições, dentro da Primeira República.

Nessa época o voto era permitido apenas a uma parcela da população, e os estados de Minas Gerais e São Paulo, iam se revezando nos governos, obrigando os poucos que votavam a votar em quem deveria vencer.

Aristocracia e monarquia

A monarquia nada mais é do que uma forma de aristocracia, só que confiando o poder a membros de uma mesma família. Os monarcas eram nobres, pertencentes ao grupo dos aristocratas que se achavam os melhores.

Dentro desse regime político, o monarca era quem detinha os poderes políticos e passava aos seus sucessores diretos e distantes, sendo assim, a preservação do poder continuava sempre na mesma família, com os mesmos interesses.

Os aristocratas desse período casavam entre si para sempre manter os interesses da família, para não misturar sangue e laços com outras pessoas que não eram nobres. As castas nobres e seus títulos começaram a ser conferidos na Europa feudal, e se estabelecia de acordo com a quantidade de terras que a família tinha.

No Brasil a aristocracia pode ser vista com a família real portuguesa que era o centro, e enquanto o Brasil foi colônia de Portugal. Depois da Independência, a aristocracia passou a Dom Pedro I e seus descendentes, mas só se extinguiu com a proclamação da República em 1889, e parte dos aristocratas tiveram que deixar o país.

 

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1 comentário
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