Argentino atravessa o Atlântico de barco e sozinho para rever pai

Argentino estava em Portugal e precisou viajar de barco porque a pandemia impediu viagens de avião entre os países

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Juan Manuel Ballestero. Este homem passou por uma grande aventura nas últimas semanas. Diante da pandemia do coronavírus, a Argentina cancelou voos internacionais. Assim, como ele estava em Portugal, decidiu fazer a única viagem possível para rever o pai: de barco e sozinho.

Mas, como esperado, a jornada não foi nada fácil. De acordo com o próprio velejador, foram 85 dias para cruzar todo o Oceano Atlântico. No caminho entre Portugal e a Argentina, o aventureiro teve que passar por situações muito complicadas.

A história está repercutindo na imprensa com o nome de “Odisseia no Atlântico”. De acordo com os jornalistas, Juan tem 47 anos de idade e usou um barco nada sofisticado. Em seu relato para jornalistas, ele disse que os piores momentos da viagem foi quando teve que enfrentar as tempestades.

Mas ele também contou que viveu boas experiências no caminho para casa. Ele citou encontros com golfinhos e baleias como sendo os momentos mais fantásticos da longa viagem solitária entre Portugal e Argentina.

Juan estava na Ilha portuguesa de Porto Santo quando começou a ver notícias mais graves sobre o novo coronavírus. Com medo de não conseguir falar mais com o pai, que tem 90 anos e mora na Argentina, ele decidiu fazer uma visita. Mas a série de regras de fechamento das fronteiras impediu uma “viagem normal”.

Odisseia do argentino

Em entrevista, o argentino explicou sua motivação para a viagem. “Eu não queria ficar escondido em uma ilha. Eu queria fazer tudo o que fosse possível para voltar para casa”, disse ele. “A coisa mais importante para mim era estar com minha família”, contou ou velejador.

O argentino foi recebido com muita festa na cidade de Mar Del Plata, ainda no último dia 17 de junho. Tratado como herói, Juan abraçou os pais e chorou. “Cheguei no mesmo porto onde meu pai tinha o seu próprio barco. O mesmo porto onde eu aprendi a velejar. Foi aqui onde tudo começou. Estou com a sensação de missão cumprida”, disse ele.

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