Argentina vive expectativa para votação que pode legalizar aborto

Grupos de mulheres argentinas já marcam protestos para a próxima terça (29). Esse é o dia da votação sobre o aborto no Senado

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Na próxima terça-feira (29) a Argentina vai prender a respiração por algumas horas. É que o Senado do país vai decidir se aprova ou não um projeto que legaliza o aborto no país. A votação deve acontecer a partir de 16h, horário de Brasília.

A proposta em questão já passou pela Câmara. Por lá, o resultado foi um 131 a 117 pela aprovação do projeto que libera o aborto. Mas acontece que o Senado da Argentina é historicamente mais conservador. O que não se sabe é se ele vai ser conservador o suficiente para barrar o projeto.

Veículos de mídia estão tentando fazer uma contagem a partir de entrevistas com os senadores. Mas o fato é que todos os jornais apontam para um mesmo cenário: uma indefinição. A votação no Senado do país vai acontecer por voto a voto.

Uma notícia ruim para os mais conservadores é que o Senador Carlos Menem, que tem 90 anos, provavelmente não vai poder votar. Menem, que já foi presidente da Argentina, está no hospital na luta contra problemas cardíacos e renais.

Ele é simplesmente uma das vozes mais fortes contra o aborto no país. Do outro lado, os progressistas jogam inclusive com a possibilidade de um empate. É que se isso acontecer, quem desempata é a presidente do Senado. Por lá a presidente do Senado é também a vice-presidente do país, Cristina Kirchner.

Aborto na Argentina

Enquanto presidiu o país por dois mandatos, Cristina nunca pautou o projeto de legalização do aborto. Isso acabou elevando a ira de grupos mais feministas contra ela. Seja como for, a tendência é que ela vote a favor da legalização do projeto.

O projeto em questão permite o aborto de forma voluntária na Argentina até a 14ª semana de gravidez. Em caso de aprovação no Senado, o projeto seguirá para o presidente Alberto Fernández. Ele, aliás, já disse que vai assinar a aprovação da pauta.

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