Após divulgar dados da criança estrupada, Sara Winter pode pagar R$ 1,3 milhão

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Após divulgar dados da criança de 10 anos, estuprada pelo tio, o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) entrou na Justiça contra Sara Winter, pedindo que ela seja condenada a pagar R$ 1,3 milhão a título de dano moral. Em caso de condenação, o valor seria doado ao Fundo de Direitos da Criança e do Adolescente de São Mateus.

Para Fagner Cristian Andrade Rodrigues, promotor responsável pela ação, Sara “expôs a criança e sua família, em frontal ofensa a toda a ordem jurídica protetiva da criança e do adolescente, conclamando seguidores a se manifestarem (contra o aborto)”, o que acabou acontecendo em frente ao hospital onde a gestação foi interrompida, em Recife.

O promotor ainda afirmou que a atitude de Sara “está incluída dentro de uma estratégia midiática de viés político-sensacionalista, que expõe a triste condição de uma criança de apenas 10 anos de idade”.

A extremista “demonstrou descompromisso com o respeito à Constituição Federal” ao tornar público dados que são sigilosos, afirmou o promotor. Que ainda lembrou do artigo 17 do Estatuto da Criança e do Adolescente: “o direito fundamental ao respeito inclui a inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem”.

Sobre Sara Winter

Sara Winter já fez parte do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, da ministra da Damares Alves. No mês de junho foi condenada por sua participação nos chamados “atos antidemocráticos”.

A acusada cumpre a pena em liberdade, no entanto, com o uso de tornozeleira eletrônica.

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