Após disputa judicial, EUA executam 1ª mulher condenada à morte desde 1953

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Os Estados Unidos executaram, nesta quarta-feira (13), a primeira mulher condenada à pena morte desde 1953. Um juiz chegou a suspender a execução na terça-feira (12), mas a Suprema Corte do país derrubou a decisão. Mais duas execuções estão programadas até a posse de Joe Biden, na próxima semana.

Lisa Montgomery, de 52 anos,  foi mantida em uma prisão federal no Texas e levada para ser executada em Terre Haute, no estado americano de Indiana. Ela estava presa porque, em dezembro de 2004, matou uma grávida de 23 anos, cortou a barriga dela e sequestrou o bebê.

Montgomery recebeu uma injeção letal e morreu minutos depois. Ela foi a 11ª pessoa a receber a dose mortal desde julho, quando o presidente Donald Trump, defensor desse tipo de condenação, retomou as execuções federais após 17 anos.

A morte da mulher ocorreu depois de horas de disputas legais. Para um juiz, Montgomery era incapaz de entender a justificativa dada para sua execução, com base na saúde mental dela. Contudo, a Suprema Corte americana abriu caminho para que a execução continuasse. 

Lisa Montgomery foi a primeira mulher executada pelo governo federal americano em quase 70 anos. O último caso do tipo foi o de Bonnie Brown Heady, morta em 1953 na câmara de gás pelo sequestro e morte de um menino de seis anos.

Condenados à morte nos EUA

A execução de Montgomery aconteceu uma semana antes da posse de Joe Biden, um opositor da pena de morte. Até o presidente eleito assumir o poder, a Justiça americana pretende aplicar injeções letais em mais duas pessoas. 

Contudo, um juiz federal suspendeu as execuções programadas no final desta semana de Corey Johnson e Dustin Higgs em uma decisão na terça-feira (12). Johnson, foi condenado por matar sete pessoas relacionadas ao tráfico de drogas na Virgínia, e Higgs, por ordenar o assassinato de três mulheres em Maryland. Ambos testaram positivo para a covid-19 no mês passado.

Bispos norte-americanos apelaram ao governo Trump para impedir as condenações á pena de morte. Já ao presidente eleito, os religiosos pediram a abolição em nível federal da prática que prejudica a sacralidade da vida humana.

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1 comentário
  1. […] por sua vez, a execução de condenados à morte é feita por injeção letal. Nesta semana, uma mulher foi executada no país depois de quase 70 anos. Mais duas execuções estão programadas nos EUA até a posse do […]

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