Após decisão do STF, Bolsonaro usa live semanal para falar sobre Lula e eleições de 2022

A estratégia do atual presidente se voltará ao mesmo discurso de anticorrupção e retrocesso com o possível retorno petista

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Nesta quinta-feira (15) o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pela anulação das condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Após o julgamento, o atual presidente, Jair Bolsonaro (sem partido) realizou uma live e fez comparações entre seu governo e o governo de Lula.

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Durante a transmissão, Bolsonaro afirmou que “Se o Lula voltar pelo voto direto, pelo voto auditável, tudo bem. Agora, veja qual vai ser o futuro do Brasil com o tipo de gente que ele vai trazer para dentro da Presidência”.

Bolsonaro ainda aduziu que o país não quebrou no último ano e que não vai se denominar como “faxineiro do Brasil”, mas sim como um governante que vai resolver os problemas do país. O presidente ainda disse para opositores criticarem o governo, mas puxarem pela memória como era no passado.

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A estratégia do atual presidente se voltará ao mesmo discurso de anticorrupção e retrocesso com o possível retorno petista. (Foto: reprodução)

Ainda em crítica ao ex-presidente Lula, Bolsonaro, que deve escolher seu segundo ministro para o STF, ressaltou que o próximo presidente será responsável por escolher mais dois nomes para a Suprema Corte.

Com a viabilização da candidatura de Lula em 2022, o Palácio do Planalto aposta em mais uma eleição polarizada entre esquerda e direita, sem que haja espaço para o crescimento de partidos de centro.

Essa polarização permitirá, mais uma vez, que Bolsonaro dispute em um cenário familiar, na defesa dos costumes com um discurso radical e crítica aos progressistas. De acordo com assessores palacianos, para disputar com um candidato de centro, Bolsonaro deverá adotar um discurso diverso para ter mais chances com eleitores que o apoiaram nas eleições de 2018, como liberais e apoiadores da Lava Jato.

Os deputados governistas enxergam a polarização como um cenário que dificultará a eleição do atual presidente em segundo turno. De acordo com eles, ser adversário de Lula, que possui “recall eleitoral”, é diferente de enfrentar Fernando Haddah.

Bolsonaro já esperava anulação do STF 

Bolsonaro já esperava pela decisão de anulação proferida pelo STF. Em março, quando a decisão do ministro Edson Fachin tornou Lula elegível, assessores jurídicos informaram ao atual presidente que a decisão foi respaldada pela maioria dos integrantes da corte e que, portanto, seria confirmada em plenário.

Ainda antes de encerrar o julgamento nesta quinta-feira (15), auxiliares do presidente ressaltaram que Bolsonaro deverá intensificar em seu discurso o embate com o Partido dos Trabalhadores, principalmente quanto aos escândalos de corrupção.

O discurso anticorrupção foi adotado em 2018 e pode, ainda, encontrar apoio junto ao eleitorado de centro. Todavia, por outro lado, a retórica anticorrupção poderá ser anulada diante do desempenho falho da atual gestão no combate à pandemia da Covid-19.

A CPI da Covid, que deve ser instalada nas próximas semanas pelo Senado Federal, poderá também reforçar a derrubada da popularidade de Bolsonaro e afetar seu potencial como candidato para 2022.

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