Anvisa autoriza compra de 6 milhões da vacina Coronavac

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Após o vai-não-vai do Ministério da Saúde durante a semana e a tentativa do governo de politizar a Anvisa ao adiar a reunião para a liberação da aquisição do recurso necessário para fabricação da vacina contra a Covid-19, a Agência recuou e autorizou nesta sexta-feira (23) a importação da matéria-prima.

Isto não quer dizer que as vacinas serão aplicadas ou disponibilizadas para aplicação assim que chegadas no estado de São Paulo. As vacinas irão direto para as dependências do laboratório do Instituto Butantan para pesquisa. O que, aliás, era o desejado desde a primeira conversa com o Ministro da Saúde e general da ativa, Eduardo Pazuello.

O pedido da vacina pelo Butantan

O Instituto Butantan requisitou à Anvisa no dia 23 de setembro, a exato um mês atrás, a importação excepcional de matéria-prima para pesquisa e produção da vacina Coronavac pelo mesmo Instituto. O pedido incluía, também, as 6 milhões de doses do imunizante fabricado pela farmacêutica chinesa Sinovac.

Segundo matéria de Natália Cancian publicada nesta sexta (23) na Folha de São Paulo, o plano original do Butantan era ter acesso já em outubro ao recurso para, até dezembro, disponibilizar 40 milhões de doses da vacina contra Covid-19. Estas seriam somadas aos outros 6 milhões do imunizante.

A afirmativa, a desautorização e o faz de conta

Todo o rebuliço começou na terça-feira (20), quando em conferência com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB-SP), e representantes do Instituto Butantan, Pazuello confirmou a aquisição dos recursos demandados. No dia seguinte, o presidente Jair Bolsonaro negou e disse que não compraria vacina chinesa de João Doria.

Nesta quinta-feira (22), o diretor-geral do instituto, Dimas Covas, alegou que a Anvisa havia adiado a reunião solicitada há um mês atrás para o dia 11 de novembro, com o intuito de obstruir a produção da vacina em São Paulo. Na noite do mesmo dia, Antonio Barra Torres, presidente da Anvisa, disse que não tinha qualquer informação sobre a intenção e que, se por acaso viesse a saber, tomaria as medidas cabíveis.

Nesta sexta-feira (23), no entanto, após a repercussão negativa e o anúncio feito pelo governo de São Paulo que recorreria ao Supremo Tribunal Federal (STF) se necessário fosse, a Agência liberou a compra da vacina contra a Covid-19, Coronavac.

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  1. […] na última sexta-feira, dia 23, a Anvisa deu aval para a aquisição de 6 milhões de doses da vacina Coronavac e da matéria-prima para a produção de 40 milhões de doses do imunizante até dezembro deste […]

  2. […] segunda-feira, dia 26 de outubro, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) acrescentou mais uma polêmica à disputa pela vacina contra a Covid-19. Em Brasília, durante entrevista no perímetro do “cercadinho”, o presidente falou sobre a […]

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