Anistia Internacional condena Armênia e Azerbaijão pelo uso de armas proibidas em conflito

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A Anistia Internacional condenou o Azerbaijão e a Armênia pelas mortes de civis em ataques à bomba de fragmentação e outras munições. O conflito na fronteira entre os dois países, na região Nagorno-Karabach, já deixou mais de 140 mortos, conforme relatório divulgado pela organização nesta quinta-feira (14).

De acordo com a Anistia Internacional, os dois lados usaram armas “imprecisas e indiscriminadas” proibidas internacionalmente em áreas povoadas por civis. Com resultado, a guerra matou ilegalmente dezenas de moradores da região e feriu centenas de pessoas.

Armênia e Azerbaijão usaram sistemas não guiados de lançamento múltiplo de foguetes e artilharia. As forças arménias ainda empregaram mísseis balísticos imprecisos. Contudo, as autoridades de ambos os lados negaram os ataques indiscriminados contra áreas civis e o uso de munições ilegais, apesar das evidências, segundo o relatório.

Conforme a organização, as mortes de civis teriam sido muito maiores porque muitas pessoas fugiram a tempo das áreas afetadas ou se abrigaram em porões quando o conflito começou.

A guerra matou pelo menos 94 civis azerbaijanos e 52 da Armênia. Além disso, destruiu casas e infraestruturas importantes dos dois lados. O conflito pelo controle da região de Nagorno-Karabakh e territórios vizinhos durou 44 dias, entre setembro e novembro de 2020.

Após um acordo de 10 de novembro que encerrou o conflito, a Anistia Internacional visitou dezenas de locais de ataque no Azerbaijão e na Arménia no final de novembro e início de dezembro de 2020.

A organização entrevistou 79 sobreviventes, testemunhas e parentes de civis mortos e feridos nos ataques, além de autoridades civis e militares locais, trabalhadores de ONGs e jornalistas.

Acordo de paz entre Armênia e Azerbaijão

A Rússia participa das negociações entre os dois países da Europa oriental. O presidente da Rússia, Vladimir Putin convidou os líderes do Azerbaijão e da Armênia para uma reunião em Moscou na última segunda-feira (11).

Na ocasião, Putin, disse estar satisfeito porque o acordo de paz está sendo respeitado. Desde novembro, os dois países não registraram nenhum incidente grave.

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