Ameaçado de morte, prefeito de Araraquara defende lockdown contra Covid-19: “Ajudou muito”

Edinho Silva (PT) revela que ele e sua secretária sofreram ameaças

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Em entrevista à CNN Brasil, nesta quarta (7), o prefeito de Araraquara (SP) disse que defende o lockdown contra Covid-19 mesmo após ter sido ameaçado de morte por impor a medida na cidade durante 10 dias no mês de fevereiro.

Com o lockdown, Araraquara (SP) conseguiu zerar a fila de espera por leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e não registrou nenhuma morte por Covid-19 entre segunda (5) e terça-feira (6). Além disso, a cidade de 100 mil habitantes, no mês de março, contabilizou 2.780 casos da doença, redução de 33,8% em relação a fevereiro, quando foram registrados 4.218.

“De fato, lockdown é uma medida dura que nenhum governante gosta de adotar. É uma medida tomada quando não tem nenhuma alternativa, mas ela tem nos ajudado muito na gestão da pandemia e os dados são inegáveis”, explicou o prefeito.

De acordo com Edinho Silva (PT), Araraquara está há 32 dias sem nenhum paciente aguardando leitos. A cidade também registrou queda de 75% de óbitos por semana, além de uma redução de 45% no envio das amostras positivas para covid-19 aos laboratórios.

Prefeito de Araraquara ameaçado de morte após lockdown contra Covid-19

Durante a entrevista, ao ser perguntado se a população local colaborou com o lockdown imposto em Araraquara, o prefeito afirmou que a maioria entendeu a necessidade da medida, mas pequenos grupos foram contrários e chegaram a ameaçá-lo de morte.

“Tive sim problemas, mas de grupos minoritários. Minha secretária foi ameaçada, eu fui ameaçado de morte, registrei queixa mas não deixei de fazer meu trabalho como prefeito porque, majoritariamente, a cidade tem demonstrado apoio com as nossas medidas”, revelou o prefeito Edinho Silva (PT).

Por conta dos resultados positivos conseguidos após a imposição do lockdown, Araraquara passou a receber pacientes com Covid-19 de municípios vizinhos e de outros estados. Hoje, de todos os leitos hospitalares da cidade, apenas 29% dos leitos de enfermaria e 25% dos leitos de UTI são ocupados por moradores da região.

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