Ailton Benedito critica decisão de Doria sobre vacina obrigatória em São Paulo

Procurador da República comparou possível ato do governador a uma grande violação aos direitos humanos.

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O procurador da República, Ailton Benedito, fez hoje (16) uso de seu perfil oficial na rede social Twitter para criticar a possível vacinação obrigatória com a CoronaVac, que está sendo desenvolvida pelo Butantan.

O procurador Ailton Benedito escreveu: “Meu corpo, minhas regras”, desenvolvendo um maior texto em seguida: “Obrigar pessoas a tomar uma suposta vacina, fabricada a toque de caixa, sem segurança e eficácia comprovadas seria uma das maiores violências contra a Constituição e os direitos humanos dos brasileiros, ao menos, desde a ditadura de Getúlio Vargas”.

Por fim, Benedito afirmou: “Na verdade, não existe nenhuma vacina contra o #Covid19. Existem projetos que supostamente podem resultar vacina, se for comprovadamente segura e eficaz. Sem isso, pode ser qualquer coisa”.

As críticas do procurador foram em resposta a um anúncio feito pelo governador do Estado de São Paulo, João Dória (PSDB), que afirmou na tarde de hoje que a vacinação será obrigatória, estipulando inclusive, em entrevista recente, o prazo de março de 2021 para que todo o estado esteja imunizado.

A declaração sobre a obrigatoriedade ocorreu em uma entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, que é a sede do governo de São Paulo, durante a tarde. Doria também indicou que serão tomadas medidas legais “se houver contrariedade nesse sentido”, referindo-se a casos de pacientes que não tomem a vacina. O governador afirmou também: “Não faz sentido vacinar alguns e não vacinar outros”.

A entrevista

Na última quarta (14) o governador de São Paulo concedeu uma entrevista à Band em que detalhava a CoronaVac e os planos para sua aplicação. Doria indicou que ainda em outubro de 20 serão recebidas cinco milhões de doses da vacina e em dezembro chegarão mais quarenta e seis milhões.

Doria defendeu a vacina produzida pelo instituto Butantan, indicando: “nós aqui seguimos a ciência e a medicina. E o Instituto Butantan”. O governado também pontuou que a CoronaVac já foi testada 13 mil voluntários, espalhados em sete estados do Brasil, que não apresentaram nenhuma “intercorrência ou colateralidade que possa colocar em risco a vacina nessa última etapa de testagem”.

O governador paulista indicou que irá reunir-se com o Ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello e o presidente da Anvisa(Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o almirante Antônio Barra Torres, na quarta (21) para tratar da aprovação das vacinas, incluindo a CoronaVac.

O plano para imunização

O plano de imunização, cuja previsão estipulada pelo tucano é em março de 2021, iniciará com a vacinação dos profissionais de saúde (médicos e enfermeiros), passando pelos professores e servidores da rede pública e privada de ensino, os alunos das duas redes, pessoas com morbidades, idosos e os envolvidos com atendimento ao grande público: policias militares, civis, os profissionais que atuam em ônibus e em metrôs.

Ainda é objetivo do governador de São Paulo disponibilizar a vacina para toda a população brasileira, afirmando que: “O Brasil e o Ministério da Saúde não podem vacilar. O que eles precisam é vacinar. O que a população deseja é isso”.

Leia mais: João Doria afirma que São Paulo estará imunizada até março de 2021

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