África do Sul proíbe venda de álcool para frear covid

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Com o aumento no número de casos de covid-19, a África do Sul decidiu, nesta segunda-feira (28) proibir a venda de bebidas alcoólicas. O presidente sul-africano Cyril Ramaphosa ordenou o fechamento de todos os bares como parte das novas restrições para frear o avanço do coronavírus, incluindo uma nova variante que surgiu no país.

Ramaphosa também anunciou que todas as praias e piscinas públicas devem fechar nos principais focos de infecção do país, como Cidade do Cabo, Joanesburgo, Durban e várias áreas costeiras. Além disso, a África do Sul estendeu o toque de recolher noturno em quatro horas. Agora, os cidadãos devem permanecer em casa das 21h às 6h. 

“O comportamento imprudente devido à intoxicação por álcool contribuiu para o aumento da transmissão. Acidentes e violência relacionados ao álcool estão pressionando as unidades de emergência do nosso hospital”, disse Ramaphosa em um pronunciamento nacional.

“Como tivemos que fazer nos primeiros dias do bloqueio, agora temos que achatar a curva para proteger a capacidade de nosso sistema de saúde para permitir que ele responda efetivamente a essa nova onda de infecções”, continuou o presidente sul-africano.

Entre as novas restrições no país está o uso obrigatório de máscaras em público. Dessa forma, qualquer pessoa que não usar a proteção facial em local público estará sujeita a multa ou até pena de prisão.

Covid na África do Sul

Ramaphosa justificou o rigor das restrições em virtude de um aumento nos contágios por coronavírus. O país ultrapassou a marca de 1 milhão de casos confirmados de vírus na noite de domingo (27). 

“Quase 27 mil sul-africanos morreram de covid. O número de novas infecções por coronavírus está subindo a uma taxa sem precedentes. Mais de 50 mil novos casos foram relatados desde a véspera de Natal”, afirmou.

Assim como o Reino Unido, a África do Sul luta contra uma variante da covid-19 que os especialistas médicos consideram mais infecciosa do que o original. Além disso, a nova cepa dominou o número de casos nos últimos dias.

A Associação Médica Sul-Africana, que representa médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde, alertou que o sistema de saúde está prestes a entrar em colapso. Conforme a entidade, a sobrecarga vai além de um maior número de pacientes com a covid. Isso porque os hospitais também precisam atender cuidados urgentes com o incidentes relacionados ao álcool.

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