Ações do Twitter e de outras gigantes da tecnologia despencam no mercado

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As ações das redes sociais despencaram no pregão desta segunda-feira (11), o primeiro após o Twitter banir o presidente americano Donald Trump. A plataforma de 140 caracteres encerrou o dia com queda de 6,4% nas ações.

A baixa no mercado financeiro é o reflexo da sucessão de acontecimentos desde que uma multidão violenta de partidários de Trump invadiu o prédio do Capitólio. Irritados com a derrota eleitoral do republicano, os manifestantes provocaram caos e destruição no Congresso americano. Pelo menos cinco pessoas morreram.

O Twitter decidiu deletar a conta pessoal de Donald Trump porque teme que o presidente usaria a rede social para “incitar mais violência”. Em resposta, Trump disse que o Twitter tenta censurá-lo e informou que avalia a possibilidade de criar “a própria plataforma”.

De acordo com a Associated Press, houve um protesto em frente a sede do Twitter em San Francisco, mas poucas pessoas participaram. O prédio em si está praticamente vazio porque executivos e funcionários trabalham remotamente há quase um ano devido à pandemia.

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Twitter empurra queda de outras empresas

As ações do Facebook, que suspendeu a conta de Trump até 20 de janeiro, encerraram a segunda-feira com queda de 4%. Apesar do prazo do castigo terminar no dia da posse do presidente eleito Joe Biden, Trump corre o risco de perder a conta para sempre, assim como o Twitter fez.

As lojas de aplicativos do Google e da Apple removeram a Parler no fim de semana. A rede social é conhecida como uma plataforma amigável de extrema direita e citada por pessoas com relação à invasão ao Capitólio. A Amazon seguiu o mesmo caminho e retirou a plataforma do seu serviço.

Como resultado, as ações da Apple, Amazon e Alphabet (controladora do Google) caíram mais de 2% nesta segunda-feira.

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