A Força Cibernética Nacional do Reino Unido sai das sombras

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A existência da National Cyber Force foi confirmada publicamente após meses de especulação e uma década após o Reino Unido ter iniciado as primeiras operações cibernéticas ofensivas.

Ela irá combater as ameaças de terroristas, criminosos e estados hostis.

Os oficiais do MI6 trabalharão ao lado tanto da agência GCHQ quanto dos militares como parte de um novo comando unificado.

O MI6 está em funcionamento desde abril.

Mas só foi tornado público formalmente pelo primeiro-ministro na quinta-feira.

O objetivo é que, quando as forças armadas britânicas entrarem em combate, as operações cibernéticas sejam estreitamente integradas com os militares tradicionais.

Um cenário possível seria ver operadores invadindo as defesas aéreas inimigas para proteger as missões da RAF.

Mas a força não se trata apenas de uma capacidade militar de alto nível.

Ela foi projetada para operar no dia-a-dia contra ameaças mais amplas.

 

Surpresa e ambiguidade

 

A missão operacional da NCF é degradar, interromper e até mesmo destruir os sistemas de comunicação utilizados por pessoas que representam uma ameaça para o Reino Unido.

Isto pode envolver a interferência com o telefone celular de um suspeito para evitar que ele se comunique com seus contatos.

Ou poderia ver os servidores de computador de um grupo de crimes cibernéticos serem interrompidos para evitar uma ameaça como o ataque WannaCry de 2017, que derrubou partes do NHS e outras organizações ao codificar seus dados.

Surpresa e ambiguidade podem ser vantajosas, por isso os funcionários são cautelosos em fornecer demasiados detalhes.

Mas uma tática será comunicar com os atacantes para minar seu moral e dissuadi-los.

 

Apoio no campo de batalha

 

O novo comando operacional está em funcionamento desde abril, com seu chefe informado todas as semanas sobre as operações em andamento por cerca de 45 minutos.

A NCF está recrutando através dos membros existentes das forças armadas e do GCHQ, MI6 e também do Laboratório de Ciência e Tecnologia de Defesa.

Os oficiais do MI6 podem estar envolvidos se a atividade estiver ocorrendo no exterior ou para trabalhar no aspecto humano de uma operação.

A ambição é fazer crescer a força para cerca de 3.000 na próxima década.

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