15 pessoas são presas durante operação contra milícia no Rio que lavava dinheiro até com bitcoins

A Polícia Civil revelou que os suspeitos presos na ação são responsáveis por lavar o dinheiro das atividades criminosas investindo em bitcoins

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15 pessoas foram presas nesta quinta-feira (23) durante uma operação da Polícia Civil, que teve como intuito desarticular uma milícia que atua na Muzema e em Rio das Pedras, ambas localizadas na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Em nota, a Polícia Civil revelou que os suspeitos presos na ação, intitulada Operação Blood Money [dinheiro sangrento, em tradução livre], são responsáveis por lavar o dinheiro das atividades criminosas investindo em bitcoins.

Ao todo, os agentes saíram às ruas com o intuito de cumprir 23 mandados de prisão temporária e 63 de busca e apreensão. “Um relatório de Inteligência Financeira apontou vultuosas movimentações praticadas por pessoas físicas e jurídicas, usadas na engrenagem criminosa, em curtíssimo período de tempo”, afirmou a polícia.

Milícia usava criptomoedas

Ainda conforme a corporação, uma das técnicas que eles estavam usando para lavar o dinheiro era comprando criptomoedas. “Eles também compravam joias, imóveis e realizavam transferências em pequenos valores, tudo para ocultar a origem da verba”, afirmou o delegado Moysés Santana.

A Polícia Civil revelou que os suspeitos presos na ação são responsáveis por lavar o dinheiro das atividades criminosas investindo em bitcoins.
A Polícia Civil revelou que os suspeitos presos na ação são responsáveis por lavar o dinheiro das atividades criminosas investindo em bitcoins. (Foto: reprodução)

Donos de construtora foram presos

Segundo a Polícia Civil, durante a ação, os agentes prenderam Luiz Carlos dos Reis Príncipe Júnior e Clébia Conserva Barros Gondim. Os dois são apontados como donos da construtora dos prédios que desabaram na Muzema, em abril de 2019, matando 24 pessoas.

Ainda conforme a entidade, outro alvo da ação foi Laerte Silva de Lima, que é apontado como braço armado da milícia, e teria movimentado, em apenas cinco meses, cerca de R$ 900 mil. Isso, mesmo estando preso desde 2019.

Além dele, outro suspeito de integrar a milícia é Francisco das Chagas de Brito Castro. Diferentemente de Laerte, ele está solto e teria movimentado quase R$ 8 milhões entre janeiro de 2017 e julho de 2018, mesmo tendo declarado um salário de cerca R$ 4 mil. Conforme a Polícia Civil, os investigados da operação irão responder por associação criminosa.

Leia também: Três pessoas são presas portando mais de R$ 13 mil em notas falsas no Ceará

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